Posições Perceptivas

posições perceptuais

Os ensinamentos e conceitos da PNL (Programação Neurolinguística) podem ser utilizados nos mais diferentes ramos de atuação, em qualquer situação da vida. E um desses conceitos é o de “Posições Perceptivas”.

As posições perceptivas fornecem uma abordagem equilibrada para pensarmos sobre um evento ou um resultado. Nas situações onde a compreensão ou o progresso é pouco ou nenhum, elas podem fornecer uma maneira de desenvolver novas compreensões e criar novas escolhas.

Esse conceito nos permite avaliar um evento ou um resultado a partir de perspectivas diferentes: 1) da nossa própria perspectiva, 2) da perspectiva de outra pessoa e 3) da perspectiva de um observador independente.

Um professor, por exemplo, não deve enxergar o conteúdo a ser trabalhado em aula, apenas do seu ponto de vista, mas deve pensar: como será que os alunos irão perceber esse conteúdo? Será que eles ficarão interessados? será que os alunos realmente aprenderão? Falar uma linguagem técnica para alguém que não é especialista, apenas complica mais a comunicação.

A prática dessa “ferramenta” aumenta bastante a nossa flexibilidade o que, consequentemente, amplia muito as percepções que as pessoas (no caso os alunos) terão sobre o assunto abordado. Procure sempre lembrar da frase: “O elemento mais flexível dentro de um sistema, controla todo o sistema”. Pense nisso.

Grande abraço, atitude e sucesso!!

Ampliando Possibilidades

Ampliando Possibilidades

Recentemente ministrei um curso para um público diferente daqueles que tive nos últimos dezessete anos. Tive a experiência de ministrar aulas para detentos do regime semi-aberto de uma penitenciária. Eram 16 alunos com perfis completamente diferentes: analfabetos, semi-analfabeto, ex-professor, ex-estudante universitário, etc. As aulas ocorreram dentro do próprio presídio em uma sala que veio de uma antiga “Escola de Lata”. A sala inteira era de lata e ficava muito quente no calor, e barulhenta e fria quando chovia.

Muitos me questionaram se eu fiquei com medo, se eu estava louco, por que eu tinha aceitado, e esse tipo de coisa. Minha resposta? Que eu queria ter essa experiência que nunca tive e que se tem alguém querendo aprender, eu quero ensinar.

Quando estava tendo reunião com o diretor do presídio, eu e os outro dois professores (dividimos o curso de 160 horas entre três professores) procuramos não saber quais eram os crimes cometidos pelos futuros alunos. Não queríamos entrar com nenhum tipo de pré-conceito antes de conhecê-los.

Um ponto que me chamou a atenção ao longo do curso foi a atenção desses alunos. Eles realmente prestavam atenção na aula e havia bastante interação com a sala. Eles absorviam todo o conteúdo de uma maneira extraordinária pois sempre falavam no final da aula tudo que haviam aprendido.

Outro ponto bem interessante foi a preocupação deles de deixar eu e os outros dois professores à vontade com eles. Eles foram extremamente receptivos e sempre nos passaram muita tranquilidade e segurança.

Algumas pessoas vieram me perguntar se eu realmente achava que iria “mudar” a cabeça dos alunos. Eu nunca tive essa pretensão. O que eu queria era apenas ampliar as possibilidades deles. O que eu sempre quis foi oferecer mais ferramentas para que esses alunos possam ter mais opções quando forem decidir algo. Eu quis apenas ampliar o território do mapa deles.

Não espero que eles passem a pensar de uma maneira diferente após o curso e que mudem suas vidas, isso é utopia. Eles já tem suas experiências de vida, suas crenças, seus valores, etc. O que eu queria era apenas a possibilidade de ajudá-los mostrando outros caminhos que eles podem querer levar em consideração, ou pelo menos começarem a pensar a respeito. Creio que valeu.

Grande abraço, atitude e sucesso!!!

Comunicação em Sala de Aula

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“O que importa na comunicação não é o que se fala, mas sim, o que a outra pessoa entende”

Você já passou por alguma situação na qual você fala uma coisa e a pessoa vai e faz outra? Ou então não entende e pede para você repetir?

Se você respondeu sim, você sabe do que estou falando. Se isso já acontece quando falamos com apenas uma pessoa, imagine quando falamos para uma sala cheia de alunos!

O cérebro humano não processa palavras, mas, sim, imagens. Pense na seguinte situação: você está em uma trilha, com mata fechada dos dois lados, mas você consegue ver a trilha de terra. Você vai caminhando por ela e começa a ouvir o barulho de uma cachoeira. De repente na última curva da trilha, você se depara com a cachoeira e com o lago que se forma.

Você viu essa cena sendo escrita com palavras ou você imaginou a cena? E se você falar para alguém pensar nessa mesma cena, você verá que essa pessoa pensará em uma cena diferente da sua.

Você deve ter imaginado alguma trilha que você já fez ou viu. A outra pessoa vai imaginar alguma trilha que ela já tenha feito ou visto. E é assim que funciona. Cada pessoa tem experiências de vida diferentes, com valores e crenças diferentes.

Por que existem situações nas quais falamos algo e a outra pessoa não entende? Exatamente porque falamos de uma maneira que dificultou a criação da cena, da imagem na mente da pessoa.

Por isso ao ministrar uma aula é muito importante fornecer os detalhes do que se espera que os alunos façam, pois quanto mais genérico o professor for, mais margem ele dará aos alunos para que interpretem as informações de seus próprios jeitos.

Exemplo 01: “Façam essa lista de exercícios” (Na própria folha? É para entregar? É à caneta ou à lápis? Vale nota? Pode ser em grupo? Será que pode consultar? etc).

Exemplo 02: “Façam essa lista de exercícios em uma folha separada para entregar ao final da aula. Pode ser à caneta ou à lápis e essa atividade vai ajudar a compor a nota final de vocês. A lista deve ser feita de maneira individual e vocês podem consultar o caderno. Façam com letra legível e se rasurarem a folha, utilizem uma nova folha. E lembrem-se de colocar os nomes de vocês.”

Pense nisso.

Grande abraço, atitude e sucesso!!

O Processo de Aprendizagem

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“Se uma pessoa aprendeu algo, ela pode aprender qualquer coisa.” (Autor desconhecido)

Você, professor, já parou para pensar em como aprendemos?

Será que aprendemos apenas dentro de uma sala de aula, com a educação formal? Ou, também, temos o que a vida nos ensina, com a educação informal?

Uma vez eu estava conversando com uma senhora que queria voltar a estudar para distrair a cabeça e não ficar em casa sem fazer nada. Mas que ela estava em dúvida sem voltava ou não, porque tinha medo de não acompanhar os outros alunos.

Eu fiquei pensando na quantidade de conhecimento que ela deveria ter acumulado ao longo dos mais de cinqüenta anos de experiência de vida. Ela poderia não ter a educação formal de escola, mas ela foi capaz de criar os filhos, de cuidar de uma casa, de manter uma família, de trabalhar fora. Se ela conseguiu fazer tudo isso, a aula ela tiraria de letra.

Você já deve ter frequentado reuniões, cursos, palestras e até mesmo aulas nas quais você ficava sentado, parecendo que prestava atenção, mas sua cabeça esta a milhares de quilômetros de distância. Quando não, estava perdido sem entender o que era passado.

Será que o problema era com você ou com a forma que lhe era passado? Pense nisso.

Grande abraço e sucesso!!

Grande abraço e sucesso!!

The Walking Dead Corporativo

www.celsofdf.wordpress.com

É engraçado como, em muitas vezes, a realidade imita a ficção. É complicado ver funcionários que parecem ter saído dessa série de tv. Esse tipo de “funcionários-zumbis” são aqueles que chegam para trabalhar, não cumprimentam ninguém, não esboçam nenhum tipo de sentimento no rosto, fazem apenas o básico do básico para se manterem no emprego e quando acontece alguma coisa só sabe dizer que não foi ele. Tentar ajudar, então, nem pensar.

O maior problema desse tipo de funcionário é a energia que ele emite no ambiente. O local de trabalho fica mais pesado, os outros funcionários acabam mudando seu humor por conta desse funcionário-zumbi e tudo começa a pesar mais.

Estar em um ambiente de trabalho que mais parece a série de tv “The Walking Dead” é complicado. Aquelas estrelas que querem brilhar, acabam perdendo forças e vão ficando cada vez mais apagadas.

Na série de tv existe aqueles que ainda não foram contaminados, aquelas pessoas que restaram e que não viraram zumbis e que lutam para continuar vivendo. Na empresa deve ocorrer o mesmo: aqueles funcionários motivados devem tentar sobreviver em meio a uma empresa cheia de zumbis, cheia de pessoas que não vivem, apenas sobrevivem.

Grande abraço e sucesso!!

Lições de Stanford

O paulistano Mike Krieger, 25, viveu uma história típica da região do Vale do Silício, polo tecnológico na Califórinia (EUA). O enredo: dois jovens montam um negócio sem grandes pretensões e, depois de pouco tempo, vendem-no por uma fortuna.

A empresa, claro, é o Instagram, rede social de compartilhamento de fotos que o Facebook adquiriu na semana passada por US$ 1 bilhão.

Antes de protagonizar o episódio, Krieger e seu sócio, Kevin Systrom, cursaram o “Stanford Technology Ventures Program”, um programa para protoempreendedores do departamento de engenharia da Universidade Stanford.

O curso, explica Matthew Harvey, que trabalha no centro como facilitador, não é voltado apenas para os que estudam engenharia, mas para qualquer aluno da universidade. São oferecidas 15 vagas por ano.

Como parte do programa, os estudantes estagiam em uma das várias empresas iniciantes da região. “Os alunos fazem um mini-MBA, escolhem uma ‘startup’ para trabalhar por três meses, voltam às aulas e compartilham histórias”, explica Harvey.

Outra empresa moldada pelo programa é a Hearsay Social, que ajuda corporações a gerenciar perfis em mídias sociais.

ESTUDO DE CASO

Stanford mantém outro centro para formação de empreendedores, ligado à escola de negócios -o “Center for Entrepreneurial Studies”.

O sócio-diretor da DGF Investimentos Patrick Arippol, 40, fez MBA na universidade norte-americana e depois trabalhou nesse centro, intermediando contatos entre empresários que iam palestrar e professores.

Ele diz que Stanford privilegia estudos de casos.

No entanto, as histórias precisam se desenrolar no presente, e a escola faz questão de que elas sejam contadas pelos próprios protagonistas.

Fernando Okumura, 33, dono da Kekanto, uma desenvolvedora de aplicativos, foi aluno da Stanford e conta um exemplo do que aprendeu: em um curso para lidar com situações comuns à rotina do gestor, simulou a demissão de um funcionário.

Outra característica que ambos salientam é aproximação com os fundos de financiamento que podem injetar capital nas “startups”.

“Se uma universidade convida um investidor para o corpo docente, terá alguém que já viu muitos projetos e que pode calibrar as ideias dos estudantes”, afirma Arippol.

Ele mesmo gostaria de conhecer alunos promissores e colocar dinheiro em novos negócios.

Notícia retirada daqui.

O orgulho das escolas

Qual é um dos maiores orgulhos que uma escola tem?

Acertou quem disse que é exibir em uma propaganda os alunos que foram aprovados nos vestibulares. Nós tivemos “x” aprovações, “y” alunos em primeiro lugar, “n” motivos para você estudar aqui porque nós aprovamos mais.

Até hoje eu não me lembro de nenhuma escola que tenha exibido alguma propaganda falando que o dono da empresa “z” foi aluno daquela escola, que aquela pessoa que implantou um projeto social que modificou várias comunidades carentes estudou na escola “v”, que a escola “p” forma mais empreendedores do que qualquer outra instituição de ensino, e assim por diante.

Em tempos que as únicas empresas que irão sobreviver serão aquelas que possuem algum diferencial competitivo, por que as escolas continuam adotando o mesmo argumento do vestibular em suas propagandas? Será que é porque todos as outras fazem a mesma coisa? Se for, caímos no meu artigo anterior sobre ousadia.

As escolas não precisam mudar o foco de preparar os alunos para o vestibular, porém podem ampliar esse foco adicionando a educação empreendedora.

Escolas, pensem no diferencial que vocês podem ter se ampliarem o foco. Fica a dica.

Grande abraço e sucesso!!