Criatividade, Chaves e Educação

Já se deparou com pessoas (estejam elas dentro da própria casa, na escola, no trabalho, etc) que são capazes de “podar” qualquer tipo de pensamento “diferente” que podemos ter?

Esse vídeo do Chaves é um exemplo de como ainda existem pessoas que não são capazes de enxergar algo além do óbvio. Esse mesmo tipo de pessoa pode contribuir para a massificação dos pensamentos dos alunos e de todos ao redor e, não, para a criação de inivíduos pensantes.

Será que as escolas, hoje, estão preparadas para fazer com que o aluno vire protagonista de sua própria vida, ou apenas para ser mais uma pessoa no mundo? Será que, aqueles que deveriam preparar os alunos para o futuro realmente o estão fazendo? Fica a pergunta.

O novo causa medo. O novo causa incertezas. Mas o novo também promove mudanças. E isso é bom. Mas, infelizmente, ainda existem professores que têm medo do “novo”, do “diferente”, e acabam desestimulando a criatividade dos alunos. Mesmo sem saber que fazem isso. Infelizmente, essa é a realidade de muitas pessoas, ainda.

“É sempre mais cômodo criticar o que não se conhece do que tentar entendê-lo.” (Celso)

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O Declínio da Criatividade

Em 1968, os pesquisadores  George Land e Beth Jarman realizaram uma reveladora pesquisa sobre criatividade com um grupo de 1.600 jovens nos EUA. “A vida em sociedade, nos faz perder a criatividade, a imaginação em alguns casos até mesmo o humor. Isso não é devido a idade e sim ao tempo em que convivemos em sociedade (afirma George Land e Beth  em seu livro  “Breakpoint and Beyond: Mastering the Future Today”).

Mas será que isso acontece apenas com a criatividade ou, também, em outras áreas de nossas vidas?

Uma coisa que costumo dizer para os alunos é: “Se continuarmos no mesmo mundinho que vivemos, com as mesmas pessoas e as mesmas idéias, sempre seremos os mesmos. Se quisermos crescer, mudar e ser diferente do que somos hoje, devemos conhecer pessoas, lugares e idéias novas”.

Uma dica para ser criativo é sempre buscar pela segunda resposta. Quando temos um problema, a primeira resposta que vier à cabeça, geralmente é a mesma para quase todo mundo. A criatividade está em buscar a segunda possibilidade, a segunda resposta.

Outra forma é “fazer uma mudança na sua rotina”. Estamos acostumados a fazer as mesmas coisas, sempre. Ao mudarmos nossa rotina, é uma chance de vermos as coisas por outro ângulo.

Mas o mais importante: tenha paciência e persistência. A criatividade pode não vir na primeira ou na segunda vez, mas ela só aparece para quem tenta. É como aquela estória de dois lavradores que rezaram para que chovesse, mas só um deles foi e preparou o campo para a chuva. Pense nisso.

Grande abraço e sucesso!!

Ensino Tradicional X Ensino Empreendedor – Parte I

Uma das principais diferenças entre o ensino tradicional e o ensino empreendedor é a ênfase passada pelo professor.

No convencional, o foco é o conteúdo. Você deve absorver o máximo de conteúdo possível, mesmo que não tenha nada a ver com a sua realidade, decorar todo esse conteúdo e fazer uma prova que demonstrará se você é “inteligente” ou não.

Já no ensino empreendedor, o foco está no processo de aprendizagem. Nesse ensino, você não precisa “decorar” nada, você aprende a aprender. O segredo não está no final da viagem, mas, sim, na beleza do caminho.

Eu vejo o aprendizado como um meio para o aluno se desenvolver e ajudar a desenvolver as pessoas e o mundo ao seu redor. Não vejo o aprendizado como um “fim”, no qual o aluno deve decorar para chegar e fazer uma prova. Isso não se parece em nada com a vida.

O ensino empreendedor não se especializa em apresentar as respostas certas, mas, sim, na busca pela capacidade de formular perguntas que possam fazer o aluno crescer.

“Não adianta achar a resposta para algo que eu não queria saber. Prefiro encontrar a pergunta que me faça desenvolver.” (Celso)

Empreendedorismo e Montanha-Russa

Já ouviu aquela frase de que todas as empresas têm altos e baixos? Pois bem, ser empreendedor é exatamente isso. Você começa motivado, então começam as preocupações e os questionamentos, mas, se você persistir, a recompensa é gratificante. Em cima disso, descobri esse vídeo na internet que mostra em forma de animação tudo isso que foi dito. Bem interessante.

Da série “Absurdos Educacionais” – O Professor que sabia tudo

Começo uma série com alguns absurdos que ouço por aí, principalmente de pessoas que se julgam professores, educadores, doutores, etc.

Estava em intervalo de aula quando ouvi um professor criticando os alunos da sala para os outros professores. Ele falava que os alunos eram muito “burros”, porque se eles soubessem alguma coisa, não precisavam ficar perguntando toda hora.

Parei e pensei: “Nossa!!! Como um professor pode chamar os alunos de “burro” pelo simples fato de fazerem perguntas?”

Será que, quando os alunos perguntam algo para o professor, eles não estão interessados no assunto, interessados em conhecer mais sobre aquilo que está sendo passado?

Não sei se você vai concordar, mas na minha opinião, professor não basta ter apenas titulação e “status” de professor. Pessoas desse tipo não são professores, devem estar na profissão apenas por não conseguirem outra coisa e, infelizmente, e acabam denegrindo a imagem de quem realmente ensina.

Falta didática? Falata capacidade? Falta compreensão? Falta “feeling”? Ou apenas vergonha na cara e vontade de fazer o seu melhor? Enfim, fica a pergunta.

E você, seja aluno ou professor, já presenciou alguma situação absurda dessas? Compartilhe sua história.

O que a escola ensina X O que o mercado pede

Em uma matéria publicada pelo site InfoMoney, só vem a confirmar que nosso sistema de educação está defasado. Quase 50% dos estudantes  não se sentem preparados para entrar no mercado de trabalho, e boa parte desse grupo ainda reclama que a instituição de ensino não está voltada para o ambiente profissional.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela comunidade virtual de trabalho Trabalhando.com. Após entrevistar 300 estudantes brasileiros, a empresa descobriu que 45% deles não se sentem seguros para partir para o mundo profissional.

Desses, 28% não sentem que seus cursos estão voltados paraorientá-los  sobre como atuar no ambienteprofissional e 19% ainda afirmam que as instituições são totalmente voltadas para a área acadêmica.

Preparados
Apesar da alta taxa de inseguros, 55% dos estudantes entrevistados se consideram prontos para o mercado de trabalho. Dos que se sentem seguros, 36% afirmaram que a grade curricular do seu curso contempla tanto aulas práticas como teóricas, com foco na carreira e em sua área de atuação.

A pesquisa ainda mostrou que 19% dos estudantes se sentem preparados sobretudo por conta das atividades extracurriculares que as faculdades que frequentam oferecem como palestras, cursos e seminários, por exemplo.

Responsabilidade das instituições
A faculdade e a universidade são os grandes responsáveis por ensinar aos novos profissionais questões que envolvem o mundo corporativo, mas parece que isso não está sendo feito. Observa-se que são poucos os cursos que se preocupam em inserir em sua grade curricular matérias que abordem questões sobre rotina profissional e comportamento.

O diretor geral da Trabalhando.com, Renato Grinberg, entende que os números refletem o que é possível observar no dia a dia, ou seja, candidatos a processos seletivos, de estágio ou trainee que não têm familiaridade nenhuma com um ambiente profissional. Grinberd ainda destaca duas das principais fraquezas que ele observa nos candidatos: falta de pontualidade e de respeito à hierarquia.

Para os interessados, Grinberg elaborou algumas dicas que podem ajudar:

  • Participe de grupos de discussão on-line ou presenciais que falem sobre liderança e empreendedorismo;
  • Aproveite todas as atividades extracurriculares que sua instituição oferece, como “empresa júnior”, laboratórios e atendimento à comunidade, entre outras;
  • Atue como voluntário em instituições que trabalhem na sua área de estudo. Essa ação, além de trazer um pouco experiência, incrementa o currículo;
  • Participe de palestras e feiras que abordem temas ligados à área que deseja atuar no futuro;
  • Converse com profissionais que já têm experiência. Isso ajuda a entender melhor como se comportar no trabalho e como é sua rotina.

Harry Potter e Empreendedorismo

Independentemente das críticas ou dos elogios feito à saga Harry Potter, o fato é que Harry é um empreendedor. Ele nunca se conformou e sempre correu atrás de seus princípios. Criou seu nome, levou suas idéias adiante, conheceu pessoas, trabalhou imensamente seu networking (ou será que ele teria conseguido tudo que conseguiu sem ajuda das pesoas que conheceu?), enfrentou desafios e não se deixou abalar por incertezas e nem por problemas.

Sempre manteve o foco e foi o protagonista de sua própria vida. E que empreendedor não passa por essas situações? Que empreendedor não tem que lidar com desafios constantes, pessoas querendo te derrubar, tentações para te desviar do caminho (como ofertas de emprego)?

Podem falar o que quiser, mas que podemos aprender lições valiosas de empreendedorismo com o filme, isso podemos. Basta “olharmos com outros olhos”.